2017 - Efígie

Dou inicio a este projecto com a concepção de um arquivo sonoro, videográfico e fotográfico de animais e plantas extintas, lugares mortos e paisagens obliteradas que resultam numa "biblioteca do esquecimento", funcionando como um conjunto de estímulos para a criação de um corpo, de cores, texturas e sons.

O projecto resultou numa série de ações embora que conceptualmente ligadas, são autónomas , um solo, dois dueto e uma performance com a colaboração de cerca de 30 pessoas.

Em comum as ações são pesquisas (sonoras, cénicas e físicas) em torno da Extinção como base elementar. A extinção é um propósito para colocar questões sobre o Fim e Morte em causa. Enquanto matéria narrativa proponho-me a percorrer estados perceptivos que se vão metamorfoseando por entre a derrota e a esperança. A insistência como resistência, por entre espectros e espíritos que se transformam e convergem para o desconhecido.

"Vagueia pela floresta, pelo medo, pelo vazio, pelo perigo, pelo desaparecimento. O fim do nada. O fio da navalha. A escuridão. Uma ténue esperança atravessada, atrapalhada e estilhaçada pela constante ameaça. A extinção, a inevitabilidade, a impotência sobre o abismo. Que fazer daqui para a frente com as memórias de uma desterritorialização que falhou? A luz não apaga, as sombras permanecem inevitáveis, a floresta oscila entre a esperança e a ameaça. "The earth is the very quintessence of the human condition" (Hannah Arendt)."


Concepção e performance: Flávio Rodrigues

Performers no processo e colaboradores: Bruno Senune, Carolina Macedo, André Santos, Daniel Pinheiro, Sofia Calvin, Joana Castro, Xana Novais, Carolina Araújo Correia, Daniela Castro, Filipe Pereira, Bruna Carvalho, Andreia Alquim, Mariana Madaill, Rui Marques, Francisca Passos Vella, Marta Ramos e alunos do Balleteatro Escola Profissional.

Construção do busto: Vera Mota

Apoios: Balleteatro, Armazém 22, Mala Voadora;

Agenda

- 6 a 18 de Janeiro de 2017 - Residência de criação e pesquisa em Armazém 22 (Vila Nova de Gaia);
- 21 a 26 de Março de 2017 - Residência artística em Mala Voadora (Porto);
- 8 de Abril de 2017 - Apresentação da performance "Efígie | Dilúvio das aguas mortas" no Maus Hábitos inserida no contexto do programa "E agora...?" com curadoria de Susana Chioca.
- 13 de Maio de 2017 - Apresentação às 15h na Biblioteca Municipal do Porto e às 19h na Biblioteca Municipal de Matosinhos, inserido no contexto do festival DDD / Corpo + Cidade;
- 20 de Maio de 2017 - Apresentação de Efígie | Princípios em Armazém 22 (Vila Nova de Gaia);
- 1 de Junho de 2017, Apresentação pública de Efígie | Princípios em Festival ContraDança (Covilhã);
- 28 de Julho de 2018, Apresentação pública de Efígie | Princípios em Festival MOITA (Moita);
- 12 de Setembro de 2020 - Apresentação de Efígie | Princípios em Mandala Festival (Polônia);
- 13 de Fevereiro de 2020 - Apresentação de Efígie | Princípios em Gaivotas 6 (Lisboa);
- 14 de Março de 2020, Apresentação pública de Efígie | Princípios em IV Congresso de Arte de Acción em Facultad de Belas Artes U.C.M. (Madrid, Espanha);
- 13 de Setembro (2020), Apresentação pública, Festival Mandala / Centrum na Przedmieściu (Wrowclaw, Polónia);


Projecto #1 - Efígie | Princípios 

Fotografias de Alípio Padilha e vídeo de Eva Ângelo


Projecto #2 - Efígie | Dilúvio das Águas mortas & Tênue mas fronteira


Projecto #3 - Efígie | Chorus Landscape