2016 - AIM


AIM é uma performance a solo, onde a cenografia, a sonoplastia e a coreografia são construídas como metáforas para o seu desaparecimento. O Medo, o Fim e a Extinção são explorados a partir do conflito e da ameaça em direcção ao vazio.
Proponho para este projecto a exploração do conflito e da cominação para com o espaço teatral e para com o corpo como protagonista da acção.

A luta do intérprete no esvaziamento da sua existência. O palco é visto em AIM como uma maquete do universo. Um modelo do que somos, do mundo que habitamos e dos espaços e estados que permeamos. É nesse lugar, representativo da utopia, que se geram os confrontos situados num contexto de celebração (ritual).

Os materiais a testar são essencialmente primários. Quero explorá-los com o objectivo de encontrar a força, a vulnerabilidade, a efemeridade ou a impermanência de cada elemento. A areia como arquétipo, que gera uma paisagem onde estão presentes a sensação de abismo e, assim, a criação de um mapa vertiginoso.

AIM é a metáfora do tempo, de um corpo e de um espaço teatral actual, em conflito, em guerra. O confronto como gerador de desaparecimento, e este como fim último. A extinção de um lugar, que é também o do teatro, visto como lugar de representação de si.No limiar da extinção, o que resta? O que se propaga? O que substitui? O que sobrevive?

Scenic creation, Sonora and choreographic: Flávio Rodrigues
Artistic Counseling | Mentor: Carlota Lagido
Collaboration in costumes: David Pinto
Makeup artist: André Santos
Mask: Dylan Silva
Consulting & Documentation: Telma João Santos
Scene Photograph: Rita de Lille
Creation Assistance and performer during the process: Filipa Duarte


Residências de criação / Creation Residencies: Centro de Candoso (CCVF). Palcos instáveis (Companhia Instável). EIRA | Festival Cumplicidades 2016. Espaço Do tempo. Conquering the Studio 2016: A time for research de | by Cristina P.Leitão (Companhia Instável)

Projeto financiado pelo apoio à criação de Fundação Calouste Gulbenkian


Agenda:
- 15 de Março,18h de 2016 - EIRA (Teatro da Voz) | Festival Cumplicidades (Lisboa);- 10 a 20 de Junho de 2016, Residência de criação em Centro de Criação de Candoso (Guimarães);- 12 de Julho de 2016, apresentação pública em Rua das Gaivotas 6 (Lisboa);- 25 de Junho de 2016, Apresentação pública em Café-Teatro | Teatro Campo Alegre, (Porto);
- 26 de Julho a 5 de Agosto - Espaço do Tempo (Montemor-o-novo);