About

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Biografia
Flávio Rodrigues nasceu em Vila Nova de Gaia (Mafamude-1984). Actualmente, reside no Porto (Portugal).
É capricórnio e com ascendente em balança. Vegan. Tem duas cadelas (Carlota e Amy). Gosta de viajar de comboio, fazer longas caminhadas por zonas verdes e de correr durante o pôr-do-sol. Aventuras na Natureza e o conforto da sua casa no centro da cidade do Porto são a base para por vezes se fechar em estúdio, a experimentar e a re-pensar o seu contributo para com o outro - arte.
Tem formação em Dança pelo Ginasiano (1996), Balleteatro Escola Profissional (2003), Dance Works Rotterdam (2005) e pelo Núcleo de Experimentação coreográfica (2008).
Frequentou o curso de Intervenção Pública e Criação de Obras Site-specific na Universidade Lusófona (2009), frequenta o curso de Dj na escola Bimotor (2015) e a pós-graduação em arte contemporânea  (por concluir) da ESAP  (2016).
Em 2012 participa nos encontros Les Réperages/Danse à Lille e integra, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, a residência coreográfica Correios em Movimento/Dança em Trânsito, Rio de Janeiro.
Desde 2006 que desenvolve os seus projectos pessoais (performances, filmes; instalações; paisagens sonoras; intervenções públicas) apresentando-os em diferentes contextos : CATÁLOGO (2008), Starveling (The rite of spring) (2012), RARA (2014) e G.O.D. (2015) são alguns dos títulos.
Colaborou (como interprete, músico ou figurinista) em projectos com diferentes criadores tais como Né Barros, Isabel Barros, Joclécio Azevedo, Vítor Rua, Tânia Carvalho, Joana Castro, Bruno Senune, Elisa Worm, Mariana Amorim, Teresa Prima, Radar 360º e Cristina Planas Leitão.
Foi intérprete da companhia Ballet Contemporâneo do Norte entre 2009 e 2014.
É co- programador do Festival Corpo+cidade, desde 2014.
De momento encontra-se em fase de criação para o seu novo projecto intitulado de MAGMA.

Sobre os meus projetos e processos de criação
A dança, a performance, o vídeo, objetos cénicos e paisagens sonoras são alguns dos medium recorrentes que uso para o desenvolvimento de uma obra que caracterizo como autobiográfica e auto referencial: a memória, a identidade, o futuro, a atualidade, a dúvida e o medo são exemplos de matérias ou pontos de partida já explorados em alguns dos meus anteriores projetos - investigações centradas no eu, embora projetadas numa reflexão sobre o outro - global, político e ritual.
Proponho-me pontuais colaborações através de afinidades, mas a maioria dos meus projetos são criados em ambiente solitário - daí o solo ser uma recorrência.
Interessa-me trazer para estúdio temas e subtemas desdobráveis e infinitamente questionáveis, emergindo a partir deles mapas/partituras / escritas / cartografias - o lugar.
Na prática, recorro com frequência à recolha e utilização de objetos (materiais, plasticidades) como forma de explorar a ausência, a presença e o gesto - do corpo - esta matéria viva capaz de manipular e de testar os seus limites (mesmo que não concretamente) e lançar-se no abismo que é a criação.
Fascina-me o estúdio e também a possibilidade de fuga: longas caminhadas é um método cada vez mais presente nos meus processos de criação - talvez porque é, para mim, a vida, o cerne de cada pergunta, dúvida ou afirmação.



EN
Biography
Flávio Rodrigues was born in Vila Nova de Gaia (Mafamude-1984). Currently he lives in Porto (Portugal).
He is capricorn with ascendant in libra. Vegan. He has two dogs (Carlota and Amy). He enjoys traveling by train, long walks through green areas and running during the sunset. Adventures in Nature and the comfort of his home in the center of the city of Porto are the basis for sometimes closing himself in the studio to experiment and re-think his contribution to the other - art.He has dance education through Ginasiano (1996), Balleteatro Escola Profissional (2003), Dance Works Rotterdam (2005) and Núcleo de Experimentação Coreográfica (2008).
He attended the degree course Intervenção Pública e Criação de Obras Site-specific at Universidade Lusófona (2009), he also attended a Dj course at Escola Bimotor (2015) and a postgraduate course in contemporary art at ESAP (2016).
In 2012 he attends the meetings Les Réperages/Danse à Lille and with the support of Fundação Calouste Gulbenkian he takes part of the choreographic residence Correios em Movimento/Dança em Trânsito, Rio de Janeiro.
Since 2006 that he develops his own personal projects (performances, movies; installations; sonorous landscapes; public interventions) presenting them in different contexts : CATÁLOGO(2008), Starveling (The rite of spring) (2012), RARA (2014) and G.O.D. (2015) are some of the titles.
He collaborated (as a performer, musician or costume designer) in projects with different artists such as Né Barros, Isabel Barros, Joclécio Azevedo, Vítor Rua, Tânia Carvalho, Joana Castro, Bruno Senune, Elisa Worm, Teresa Prima, Radar 360º and Cristina Planas Leitão.
He was a resident performer of Ballet Contemporâneo do Norte between 2009 and 2014.
Co-programmer of the Festival Corpo+Cidade, since 2014.
In the moment he finds himself in a creation stage of his new project entitled MAGMA.

About my projects and creation process
Dance, performance, video, theatre props and sound landscapes are just some of the mediuns that iI use with regularity for a work that I would describe as autobiographical and auto-referencial: memory, identity, future, present time, doubt and fear are some of the issues that I've been investigating in some of my projects: they start by thinking the ego, later been projected upon a reflexion about the other: global, political and ritualistic other.
Altough sometimes I collaborate with others artists that I select trough affinity, most of my work is in a solitary environment - I often develop solos as a result.
I´m interested in bringing to the studio themes and their sub-themes that could be unfold in to a variety of endless questions, and from them emerge maps/scores/writings/cartography - the place.
As a result I often appeal to research and manipulate objects (materials and their visual possibilities) as a way to explore absence, presence and gestures - of the body: this living matter capabble of being able to manipulate and test is own limits (as a metaphorical concept) and join the wonder of the abyss that is creation. I´m fascinated for the studio and the idea to escape it: long walks is something more and more present during rehearsal process - maybe because, for me, it´s life, the center of every question, doubt or statement.