2019 - Desenhos


O meu território de criação é essencialmente preenchido com a presença e a ação do corpo. Desenhar emerge como ação transversal. Desenho desde que me lembro. Por prazer, sacrifício, por curiosidade, e para simplesmente pausar. As vezes acho que desenhar pode ser uma prática meditativa que fui elaborando, moldando e tornando-a algo elementar do meu dia-a-dia. A folha de papel em branco é para mim uma possibilidade de questionar o tempo, o corpo, a mobilidade e a ausência dela, e isso fascina-me, e mantém-me algures por aqui, na arte. E vou desenhando, em acto contínuo.

Desde 2006 que desenvolvo os meus projetos pessoais (performances, filmes; instalações; paisagens sonoras; intervenções públicas) apresentando-os em diferentes contextos : "CATÁLOGO" (2008), "Starveling | The rite of spring" (2012), "RARA | Um discurso ingénuo e utópico" (2014) e "MAGMA | No limite da selvajaria" (2018) são alguns dos títulos.

Sou performer e criador no campo das artes vivas. Nasci em 1984 em Vila Nova de Gaia.

Hoje, para escrever este texto, olho para eles - “desenhos”- e vejo corpos viajantes, transeuntes. Vejo lugares obliterados e em construção. Vejo a liberdade de e para ver, mais e mais uma vez.

Os desenhos expostos são uma atenta seleção a partir de um extenso repositório. Na curadoria, não representam uma narrativa linear.


Flávio Rodrigues, 2019



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#1
Exposição individual na Galeria Geraldes da Silva (Porto) - 12 a 24 de Janeiro de 2019




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#2
Exposição individual em Bonina (Porto) - 13 de Abril a 13 de Maio



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#3
Exposição individual em Open Fields Creative LAB (Porto) - 29 de Outubro a 8 de Novembro