2017 - Efígie


“The earth is the very quintessence of the human condition” (Hannah Arendt).

“Efígie” intitula um projecto mãe de onde ramificam quatro micro projectos, embora que de alguma forma ligados (quer pelo principio exploratório, método de concepção ou palavras chave relacionadas) existem e podem ser autonomamente apresentados.
O processo de criação é iniciado com a concepção de um poético e complexo arquivo sonoro, videográfico e fotográfico de animais e plantas extintas, lugares mortos e paisagens obliteradas. Este arquivo, ao qual passei a chamar de “biblioteca do esquecimento” funcionou e existiu como uma espécie de repositório para o lançamento de estímulos, visando o desvendar de um ou vários corpos performáticos (presença), de cores, cheiros, texturas e sons (ambiências e lugares).
Interessou-me olhar para o "corpo" como construtor/compositor do movimento e do espaço cénico, como que em viagem através de uma floresta (panorama / orto utópica) referente a uma não-civilização, à neutralidade, ao niilismo e à negação de um sistema, aqui talvez chamado de capitalista. As ações surgem objectivando se desaparecer ou se auto-destruir, no abismo ou na escuridão.


#1
Efígie | Princípios
Fotografia de Alipio Padilha 

O evento “Efígie | Princípios” consiste numa série, cuja narrativa não é linear, de ações performativas. Estas acontecem recorrendo à utilização de materiais e matérias, tais como o gesso, madeira, tecidos ou outros objectos, visando a concretização de um mergulho imersivo e dissonante. Sons e plasticidades constroem paisagens onde “extinção”, “desaparecimento” e “fim” são algumas das palavras-chave ou palavras-eco que estiveram e se mantêm elementares e presentes no decorrer de todo o processo de criação/investigação e pesquisa. O projecto apresenta-se inicialmente numa versão para palco, contudo pela necessidade de maior proximidade com o público e com a vontade de olhar as matérias em modo multidimensional, o projecto passa por um processo de transformação continuado, sendo visto e planeado para espaços informais e de partilha próxima com o presente público.

Uma criação de e com Flávio Rodrigues
Interpretes no processo: Carolina Macedo e Alfredo Bertino
Consultoria: Bruno Senune
Espaços de apoio e de residência artística: Armazém 22, Balleteatro e Mala Voadora
Apoio à circulação de espectáculos: Fundação GDA

Agenda
- 15 a 20 de Janeiro de 2017,  Residência de criação em Armazém 22 (Vila Nova de Gaia);
- 13 a 18 de Fevereiro de 2017, | Residência de criação em Armazém 22 (Vila Nova de Gaia);
- 18 de Fevereiro de 2017 (19h), Ensaio Aberto em Armazém 22 (Vila Nova de Gaia);
- 20 a 26 de Março de 2017,  Residência de criação em MalaVoadora.Porto (Porto);
- 20 de Junho de 2017, Apresentação pública em Armazém22 (Vila Nova de Gaia);
- 1 de Junho de 2017, Apresentação pública em Festival ContraDança (Covilhã);
- 28 de Julho de 2018, Apresentação pública em Festival MOITA - Encontro de artes em Meio Rural (Moita);
- 14 de Fevereiro de 2020, Apresentação pública em Rua Gaivotas 6 (Lisboa);
- 14 de Março de 2020, Apresentação pública em IV Congresso de Arte de Acción em Facultad de Belas Artes U.C.M. (Madrid, Espanha);

Fotografia de Alipio Padilha 

Video da versão do projecto criado para palco - Armazem 22 (Vila Nova de gaia)


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Apresentação de "Efígie | Princípios (3 ações)" em Faculdad de Bellas Artes U.C.M. ||| Congresso de Arte de Accion ||| Photos de Elisa Miravalles



#2
Efígie | Dilúvio das águas mortas


Para esta acção performativa considero várias noções do corpo, tais como o corpo poluído, derretido, estragado, cediço (…).

Ação: Os performers vertem mutuamente e paulatinamente um liquido com corante verde, partindo inicialmente pelo cabelo. Os performers terminam deitados no chão.

Performance de Flávio Rodrigues
Com Carolina Macedo
Apresentação inserida no programa "E agora..." com curadoria de Susana Chioca.



Video




#3
Efígie | Chorus Landscape
Performance sonora com envolvimento colaborativo de cerca de 40 pessoas. Em "Efígie/Chorus Landscape" a exploração do som enquanto matéria narrativa percorre estados perceptivos que se vão metamorfose por entre a derrota e a esperança. A insistência como resistência, por entre espectros e espíritos que se transformam e convergem para o desconhecido.

Ação: O performer maestro inicia um vocalizo que é contaminado de igual modo um a um todo o grupo. 

Uma criação de Flávio Rodrigues
Com (cast de Festival DDD): Bruno Senune, Joana Castro, Rui Marques, Xana Novais, Daniela Castro, Daniel Pinheiro, Marta Ramos, Carolina Correia, Jessica Rodrigues, Andreia Rodrigues, Francisca Vella, Mariana Madaill, Filipe Pereira, André Santos, Carolina Macedo, Sofia Calvin, Rui Santos, Bruna Carvalho, Hugo Pereira, Jessica Duncalf, Nikita Shanguim, Ricardo Augusto, Andreia Ferreira, Flávio Rodrigues;


Agenda:
- 18 de Maio de 2017, Inserido na programação do Festival Dias Da Dança / DDD out (Corpo + Cidade) (Porto) Biblioteca Florbela Espanca, Matosinhos (18h30) e Biblioteca Municipal do Porto (15h00);
- 21 de Setembro de 2019, Inserido na programação do Festival MEXE (Porto), na igreja paroquial do Bonfim (15h00). 




#4
Efígie | Natureza Morta



Ação: O performer destrói paulatinamente um busto de si próprio. A matéria utilizada para a construção do busto é gesso. É utilizado um martelo para a destruição.



Agenda:
- 23 de Novembro de 2018, Projeto apresentado no contexto QUINTAS NÓMADAS em Mira - Artes Performativas (Porto);

Video