AIM

"The art of storytelling is reaching its end because the epic side of truth, wisdom, is dying out." (Walter Benjamin)




















“O verdadeiro génesis não está no começo, mas no fim” (Ernst Bloch).

PT
AIM é uma performance a solo, onde a cenografia, a sonoplastia e a coreografia são construídas como metáforas para o seu desaparecimento. O Medo, o Fim e a Extinção são explorados a partir do conflito e da ameaça em direcção ao vazio. 
Proponho para este projecto a exploração do conflito e da cominação para com o espaço teatral e para com o corpo como protagonista da acção.
A luta do intérprete no esvaziamento da sua existência. 
O palco é visto em AIM como uma maquete do universo. Um modelo do que somos, do mundo que habitamos e dos espaços e estados que permeamos. É nesse lugar, representativo da utopia, que se geram os confrontos situados num contexto de celebração (ritual).
Os materiais a testar são essencialmente primários. Quero explorá-los com o objectivo de encontrar a força, a vulnerabilidade, a efemeridade ou a impermanência de cada elemento. A areia como arquétipo, que gera uma paisagem onde estão presentes a sensação de abismo e, assim, a criação de um mapa vertiginoso.
AIM é a metáfora do tempo, de um corpo e de um espaço teatral actual, em conflito, em guerra. O confronto como gerador de desaparecimento, e este como fim último. A extinção de um lugar, que é também o do teatro, visto como lugar de representação de si.
No limiar da extinção, o que resta? O que se propaga? O que substitui? O que sobrevive?


Criação cénica, sonora e coreográfica _ Flávio Rodrigues
Aconselhamento artístico | mentora _ Carlota Lagido
Colaboração no figurino _ David Pinto
Makeup artist _ André Santos
Máscara _ Dylan Silva
Consultadoria  & Documentação _ Telma João Santos
Fotografia de Cena _ Rita De Lille
Assistência de criação _ Filipa Duarte
Residências e apoio na criação: Centro de Criação de Candoso | CCVF. Palcos Instáveis|Companhia Instável. EIRA|Festival Cumplicidades 2016. Conquering the Studio 2016: a time for research de Cristina P. Leitão para a Companhia Instável.
Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian


EN
AIM is a solo performance, where the set, sound and choreography are built as metaphors for their disappearance. Fear, End and Extinction are explored from conflict and threat towards the void. The performer struggles, by emptying his own existence. The stage is seen in AIM as a model of the universe. A model of what we are, the world we inhabit and spaces and states we permeate. It is in this place, representative of utopia, that confronts are generated, situated in a context of celebration (ritual). I use and tested essentially and primary materials. I want to exploit them in order to find the strength, vulnerability, transience or impermanence of each element. AIM is the metaphor of time, of a body and a current theater space. In conflict, in war. The confrontation as a generator of disappearance, and this one as the ultimate. On the edge of extinction, what is left? What is spread? What replaces? What survives?

TEASER - HERE
Revista VISÃO, Artigo Aqui














Auto-retrato