Starveling - The rite of spring


































PT 
"Starveling - the rite of spring" dá continuidade ao trabalho de abordagem autobiográfica que tenho vindo a desenvolver desde 2006. 
"Starveling" é uma partitura coreográfica. Crua, física, árdua e infinitamente aberta. 
Um corpo vestido e uma emblemática melodia ("the rite of spring" de Igor Stravinsky), são os elementos base de um trabalho sobre como habitar uma paisagem perante o intérmino horror, sobre a eclosão, a detonação do medo e a falência de todos os sistemas que sublinham a angústia do fim. 
Esta é também uma peça que, por si só, é um acto falhado e indolente, uma estranha decadência que se permite e insiste a existir. Mesmo que há margem, no obscuro ou no fétido, haja algo que apele a uma figura artificial, plagiada, icónica, disfarçada e bela - porque Starveling é neste sentido sobre a laboriosa condição da figura humana no universo, que ao mesmo tempo que se afasta vai ficando cada vez mais frágil, cada vez mais nada. 
Esta é uma peça porque existo no hoje e no aqui.

EN
"Starveling - the rite of spring" continues the work about the autobiographical approach that I have been developing since 2006.
"Starveling" is a raw, physical, tough and infinitely open choreographic score.
A clothed body and an emblematic tune ("the rite of spring" by Igor Stravinsky) are the found elements of a work about inhabiting a landscape through an endless horror. It is also about the outbreak and detonation of the fear, the collapse of the systems that highlight the anguish of the end.
This is a play as a failed and indolent act itself. A strange decay that allows and insists itself to exist.
Even on the borderline of the obscure and the fetid there is something that appeals to an artificial, plagiarized, iconic, disguised and beautiful figure. Because "Starveling" is in this sense about the laborious condition of the human figure in the universe, that the more it moves away, the more fragile it gets, each time a bigger nothing.
This is a play because I exist here and today.
©Tradução de Luís Azevedo  

Fotos work in progress  ©Daniel Pinheiro
Teaser ©Daniel Pinheiro AQUI 
A photographic record ©Vitor Serrano to Starveling, 2012 AQUI