Brian Slade 2007

A motivação para este trabalho surge em 2007, no entanto foi estreado em 2008 no âmbito do Festival dança.pt no Balleteatro (Porto). A peça sofreu alterações, principalmente no que diz respeito à sua duração, a performance que outrora se intitulou de "a um palmo do chão", acabou por se resumir unicamente ao momento final,  dando-lhe novo título: "Brian Slade".
 
"Brian Slade" surge como consequência da minha primeira performance, intitulada de "Tarde demais Mariana".
Se em "Tarde demais Mariana" suscito memórias da minha infância, em "Brian Slade" realizo um desejo (fetiche) de adolescente.
Brian Slade é o nome da personagem do filme Velvet Goldmine realizado em 1998 por Todd Haynes.
Notifico este filme como o mais marcante da minha adolescência, cuja personagem viveu e se prolongou no meu imaginário. Refiro-me a Brian Slade como Ícone, figura inspiradora para a construção de uma linguagem e / ou imagem perante o olhar social.
Esta performance resume-se em deslocar no tempo e no espaço um momento cinematográfico com a duração de 10 minutos, mas é também neste curto espaço de tempo, que eu como autor e intérprete, experiencio perante a presença de um público, uma situação reveladora e fetiche.
Ao reflectir sobre esta exposição pública ao qual me sujeito, surge a intenção de realizar esta performance em espaços não intencionados: viso ocupar e alterar diferentes paisagens arquitectónicas, e como consequência uma maior proximidade do público.

Artistic director Flávio Rodrigues
Costumes Patricia Costa
Support Balleteatro, NEC, Fábrica de Movimentos

Imagens/Images


Guimarães (Centro Histórico) - Intervenção pública
©Victor Hugo Pontes





R.I.P. Brian Slade (2007 - 2016)

Em 2007 criei uma performance autobiográfica intitulada de Brian Slade. Interessava-me para este projecto ter em consideração questões relacionadas com o género.
O filme Velvet Goldmine (1998, Todd Haynes), pela enorme importância na minha adolescência tornou-se referência fulcral. 
Para esta vídeo | instalação repenso essa mesma performance, tendo agora como foco de exploração a morte, a despedida, o fim e por outro lado a celebração, festa e a noção de recomeço. 
O vídeo é um gif a figura central é a mesma da performance e o som é um registo de fogo de artifício. 

R.I.P. Brian Slade (2007 - 2016)

Filme Brian Slade
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